Quando a sinusite é grave

Especialista do Hospital CEMA ensina a identificar a doença, a diferenciá-la da rinite e como evitar que o quadro se agrave

Quando a sinusite é grave

Foto Ilustrativa

O diagnóstico da sinusite não é simples de fazer. A doença, que acomete cerca de 30 milhões de brasileiros, pode ser confundida com rinite, gripe, enxaqueca e até dor de dente. No entanto, é importante saber identificar o problema, pois, uma falha ou mesmo a falta de um diagnóstico podem levar a sérias complicações. “Em casos raros, a sinusite, quando não tratada corretamente, pode evoluir para uma meningite bacteriana, que é uma inflamação aguda das membranas que recobrem a medula e o cérebro. Pode ainda causar osteomielite (inflamação dos ossos), celulite infecciosa, perda parcial ou total da capacidade olfativa e problemas de visão”, explica o otorrinolaringologista do Hospital CEMA, Leandro Sotiroupolos (CRM 86157 / RQE 26826).

Todos esses problemas podem ocorrer, pois a sinusite acontece quando há uma inflamação das cavidades da face que têm relação com a mucosa do nariz, os chamados seios paranasais. Essa inflamação pode chegar ao cérebro e provocar meningite. Quando vai parar nos ossos pode desencadear um quadro de osteomielite. Se chegar ao globo ocular, pode atingir a visão; quando acomete a pele pode provocar celulite infecciosa, uma infecção bacteriana de pele, que pode ser grave. “Quando atinge a visão ou olfato, por exemplo, os danos podem ser temporários ou permanentes”, detalha o médico.

Entre os principais gatilhos para o surgimento da sinusite estão as alergias, incluindo a rinite alérgica, poluição do ar e algumas infecções, como gripes e resfriados. No caso da rinite a inflamação fica restrita a mucosa do nariz, e causa sintomas como obstrução nasal, coriza (secreção clara e fluida), coceira no nariz e espirros. Já a sinusite provoca inflamação da mucosa dos seios da face e vem acompanhada de sintomas, como dores de cabeça, garganta inflamada, dores no ouvido, tosse, fadiga, irritabilidade.

Não são somente os adultos os afetados pela doença, crianças também podem ter sinusite, ao contrário do que a maioria imagina. “Quando há persistência dos sintomas respiratórios, como secreção nasal, tosse, obstrução nasal, dor de cabeça e febre, por mais de 10 dias, sem sinal de melhora, pode ser que a criança esteja com rinossinusite. Nesses casos, a tosse piora durante a noite”, explica o especialista do CEMA. O tratamento da sinusite vai depender da gravidade do caso. Mas, geralmente, são receitados medicamentos para aliviar os sintomas, higienização nasal, e, em alguns casos, uso de antibióticos. Existem pessoas que podem precisar de cirurgia, quando a obstrução que causa sinusite acontece por algum problema anatômico, como desvio de septo. O importante é procurar ajuda médica, caso apresente os sintomas mencionados.

Sobre o CEMA

Referência no atendimento especializado de olhos, ouvidos, nariz e garganta há mais de 40 anos, o Hospital CEMA atende os mais variados planos de saúde e clientes particulares. O Hospital mantém a unidade e o pronto-atendimento funcionando 24 horas, 7 dias por semana. Possui ainda clínicas de especialidades complementares em neurologia (dor), fonoaudiologia, medicina do sono, disfunção temporomandibular, cirurgia plástica estética, orientação nutricional, odontologia e ortodontia, com atendimento exclusivo com hora marcada, além de unidades ambulatoriais em todas as regiões de São Paulo, em São Bernardo do Campo, no ABC, e Guarulhos.

Para mais informações sobre o Hospital e seu braço social, o Instituto CEMA, acesse: http://www.cemahospital.com.br

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Mudanças bruscas de temperatura, excesso de poeira ou muita umidade. As variações climáticas são extremamente favoráveis à sinusite – ou, como preferem os  especialistas no assunto, rinossinusite. Quem sofre com o problema conhece os sintomas tradicionais: dor de cabeça, sensação de peso na face, obstrução ou  corrimento nasal. Aqueles que nunca passaram por ele não imaginam o quanto essas manifestações, aparentemente inofensivas, abalam o dia-a-dia. Muito  confundida com outras “ites” que afetam as vias aéreas superiores, a doença pode até provocar a perda da visão, quando não tratada.

A sinusite não escolhe idade. Comum em adultos e crianças, a patologia pode se apresentar de forma aguda depois de um resfriado ou de uma crise de rinite.  Esses problemas alteram a função de defesa do nariz, permitindo que os germes que penetram nos seios da face se acumulem. A  secreção produzida pela patologia é espessa e escura, o problema traz a sensação de peso na cabeça, especialmente na região da face, e, às vezes, febre.

A sinusite geralmente tem origem: viral (tratada sem antibióticos) e bacteriana (necessita de antibióticos). Daí a importância de consulta um especialista, para verificar o tratamento mais adequado. Além disso, o acompanhamento com o médico, também é importante, porque algumas complicações podem causar inflamação e a formação de pus e secreção atingindo as pálpebras, o globo ocular e o nervo ótico, desencadeando até mesmo problemas mais graves, como a cegueira. Os sintomas iniciam com o inchaço das pálpebras evoluindo com dor de cabeça muito forte, vermelhidão ocular, limitação da movimentação do olho e proptose (olho saltando da órbita). Nestes casos, o otorrinolaringologista e oftalmologista devem ser procurados imediatamente para realização dos exames e avaliação da necessidade de intervenção cirúrgica de urgência.

Não se descuide. A sinusite é tida com inofensiva mas a avaliação com o especialista é essencial.

Quando a sinusite é grave